Texto Dissertação Argumentativa
A dissertação leva em conta:
•Dissertar é defender um posicionamento;
•É usar argumentos consistentes;
•Implica em discussão de ideias,
•Argumentação;
•Organização do pensamento;
•Defesa de ponto de vista;
• Ter conhecimento no assunto que vai abordar;
• Ter uma posição diante do assunto;
• E, principalmente, descoberta de soluções.
Argumentação dissertativa é:
I. Fazer relações entre causa e consequência;
II. Fazer relações entre pontos favoráveis e desfavoráveis sobre o assunto;
Marcas lexiais de causa e consequência que devem constar no texto:
a. Causa: por causa de, graças a, em virtude de, em vista de, devido a, por motivo de ...
b. Consequência: consequentemente, em decorrência, como resultado, efeito de ...
Partes de uma dissertação
Introdução:
Parágrafo inicial que deve conter cinco linhas de texto;
Deve conter uma sinopse (resumo) do assunto a ser tratado no texto;
Seja sintético ao colocar as ideias principais, pois elas serão detalhadas em outros parágrafos;
Situe o leitor sobre o assunto;
Diga ainda no primeiro paragráfo qual posição você assume diante do assunto.
Construção da Introdução (técnicas)
Constatação do problema: O aumento progressivo dos índices de violência nos grandes centros urbanos está promovendo uma mobilização político-social.
Delimitação do assunto: A cidade do Rio de Janeiro, um dos núcleos urbanos mais atrativos turisticamente no Brasil, aparece nos meios de comunicação também como foco de violência urbana.
Definição do Tema: Como um dos mais problemáticos fenômenos sociais, a violência está mobilizando não só o governo brasileiro, mas também toda a população num esforço para sua erradicação.
Atenção: Estes são alguns tipos de introdução, mas as ideias principais precisam estar no primeiro parágrafo. Só precisa ficar claro que explicações e fundamentações devem ocupar os outros parágrafos.
Exemplo de ideias principais num primeiro parágrafo, observe:
A televisão – Se por um lado esse popular veículo de comunicação pode influenciar o espectador, também se constitui num excelente divulgador de informações com potencial até mesmo pedagógico. (as três ideias: manipulador de opiniões, divulgador de informações e instrumento educacional)
Construção do Desenvolvimento na dissertação
Aqui se desenvolve as ideias principais propostas na introdução;
Onde se defende o ponto de vista;
É onde está o corpo do texto;
Aqui se defende o ponto de vista acerca do tema proposto;
Não deixar de observar qualquer ideia da introdução;
Pode-se escrever de 3 a 4 parágrafos, tendo cerca de 20 linhas no total;
Abordando o tema no desenvolvimento
Trabalhe causa e consequências, prós e contra são argumentos;
Levantar os argumentos referentes ao tema;
Fazer a pergunta por quê? a cada um deles (argumentos);
Relacionar diretamente ao tema e a sociedade brasileira autal;
Você pode separar, por exemplo, causas de consequências em parágrafos distintos, como pode aglutiná-los. A mesma técnica se aplica a prós e contras;
Numa abordagem histórica, revele o passado e as consequências dele no mundo atual se sem esquecer de dizer o motivo destas transformações;
Cuidado com datas, nomes etc;
Para elucidar uma ideia e demonstrar atualização, pode-se apresentar de forma bastante objetiva e breve um exemplo relacionado ao assunto.
Construindo a Conclusão na Dissertação
Fecho final que atrai a atenção do avaliador;
Deve conter cinco linhas;
Apresente uma solução para o tema apresentado;
Jamais se inclua no texto, use a 3ª pessoa (há, porém, concursos em que o examinador exige a primeira pessoa, este não é o caso do Enem e da maioria dos vestibulares);
Evite no início do parágrafo termos como: concluindo, para finalizar, conclui-se que, enfim ... Isto é redundância no texto.
Evitar na Dissertação
Após o título, não coloque ponto;
O título é optativo no Enem, mas observe o que o examinador pede;
Evite deixar marcas no final ou em qualquer parte do texto, como riscos de qualquer natureza, que possam identificar seu texto;
Use palavras da Língua Portuguesa, evite estrangeirismos;
Não use chavões, provérbios, ditos populares ou frases feitas;
Não faça perguntas com interrogação em seu texto, prefira antes dar respostas, o examinador quer sua opinião com informações;
Jamais utilize a 1ª Pessoa do singular, a menos que haja solicitação do tema;
Evite palavra como “coisa” e “algo”, por terem sentido vago;
Não repita palavras, prefira sinônimos, pois isto empobrece o texto. Use sinônimos para cada ideia ou questão;
Seja imparcial no texto evitando adjetivos, mesmo em casos de emoção;
Evite o uso de etc. e jamais abrevie palavras no texto;
Em casos de temas polêmicos, evite analisar o fato apenas de um dos lados da questão.
Esquema Básico da Dissertação
1º parágrafo: Tema + argumento 1 + argumento 2 + argumento 3
2º paragrafo: desenvolvimento do argumento 1
3º paragrafo: desenvolvimento do argumento 2
4º paragrafo: desenvolvimento do argumento 3
5º parágrafo: expressão inicial + reafirmação do tema + observação final.
Redação dissertativa-argumentativa
nota mil no Enem do aluno
Marcus Vinícius de Oliveira
Segregação atinge surdos no Brasil
No Brasil, o início do processo de educação de surdos remonta ao Segundo Reinado. No entanto, esse ato não se configurou como inclusivo, já que se caracterizou pelo estabelecimento de um “apartheid” educacional, ou seja, uma escola exclusiva para tal público, segregando-o dos que seriam considerados “normais” pela população.
Assim, notam-se desafios ligados à formação educacional das pessoas com dificuldade auditiva, seja por estereotipação da sociedade civil, seja por passividade governamental. Portanto, haja vista que a educação é fundamental para o desenvolvimento econômico do referido público e, logo, da nação, ela deve ser efetivada aos surdos pelos agentes adequados, a partir da resolução dos entraves vinculados a ela.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à implementação desse direito, reconhecido por mecanismos legais, a discriminação enraizada em parte da sociedade, inclusive dos próprios responsáveis por essas pessoas com limitação. Isso por ser explicado segundo o sociólogo Talcott Parsons, o qual diz que a família é uma máquina que produz personalidades humanas, o que legitima a ideia de que o preconceito por parte de muitos pais dificulta o acesso à educação pelos surdos.
Tal estereótipo está associado a uma possível invalidez da pessoa com deficiência e é procrastinado, infelizmente, desde o Período Clássico grego, em que deficientes eram deixados para morrer por serem tratados como insignificantes, o que dificulta, ainda hoje, seu pleno desenvolvimento e sua autonomia.
Além do mais, ressalte-se que o Poder Público incrementou o acesso do público abordado ao sistema educacional brasileiro ao tornar a Libras uma língua secundária oficial e ao incluí-la, no mínimo, à grade curricular pública. Contudo, devido à falta de fiscalização e de políticas públicas ostensivas por parte de algumas gestões, isso não é bem efetivado.
Afinal, dados estatísticos mostram que o número de brasileiros com deficiência auditiva vem diminuindo tanto em escolas inclusivas – ou bilíngues -, como em exclusivas, a exemplo daquela criada no Segundo Reinado. Essa situação abjeta está relacionada à inexistência ou à incipiência de professores que dominem a Libras e à carência de aulas proficientes, inclusivas e proativas, o que deveria ser atenuado por meio de uma maior gerência do Estado nesse âmbito escolar.
Diante do exposto, cabe às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca dessa limitação em palestras elucidativas por meio de exemplos em obras literárias, dados estatísticos e depoimentos de pessoas envolvidas com o tema, para que a sociedade civil, em especial os pais de surdos, não seja complacente com a cultura de estereótipos e preconceitos difundidos socialmente.
Outrossim, o próprio público deficiente deve alertar a outra parte da população sobre seus direitos e suas possibilidades no Estado civil a partir da realização de dias de conscientização na urbe e da divulgação de textos proativos em páginas virtuais, como “Quebrando o Tabu”.
Por fim, ativistas políticos devem realizar mutirões no Ministério ou na Secretaria de Educação, pressionando os demiurgos indiferentes à problemática abordada, com o fito de incentivá-los a profissionalizarem adequadamente os professores – para que todos saibam, no mínimo, o básico de Libras – e a efetivarem o estudo da Língua Brasileira de Sinais, por meio da disponibilização de verbas e da criação de políticas públicas convenientes, contrariando a teórica inclusão da primeira escola de surdos brasileira.
Exercício:
Tema 1
Os países subdesenvolvidos são hoje os maiores detentores de recursos naturais e reservas ecológicas. Redija um texto Texto Dissertativo explicando como tais países poderiam usar em benefício próprio as riquezas que possuem.
Tema 2
A criminalidade vem ocupando um espaço cada vez mais amplo dentro da sociedade brasileira. O fato de os envolvidos nem sempre serem marginalizados leva a uma assertiva:
“A marginalidade no Brasil nem sempre marginaliza os envolvidos.” (Rubem Alves)
•Dissertar é defender um posicionamento;
•É usar argumentos consistentes;
•Implica em discussão de ideias,
•Argumentação;
•Organização do pensamento;
•Defesa de ponto de vista;
• Ter conhecimento no assunto que vai abordar;
• Ter uma posição diante do assunto;
• E, principalmente, descoberta de soluções.
Argumentação dissertativa é:
I. Fazer relações entre causa e consequência;
II. Fazer relações entre pontos favoráveis e desfavoráveis sobre o assunto;
Marcas lexiais de causa e consequência que devem constar no texto:
a. Causa: por causa de, graças a, em virtude de, em vista de, devido a, por motivo de ...
b. Consequência: consequentemente, em decorrência, como resultado, efeito de ...
Partes de uma dissertação
Introdução:
Parágrafo inicial que deve conter cinco linhas de texto;
Deve conter uma sinopse (resumo) do assunto a ser tratado no texto;
Seja sintético ao colocar as ideias principais, pois elas serão detalhadas em outros parágrafos;
Situe o leitor sobre o assunto;
Diga ainda no primeiro paragráfo qual posição você assume diante do assunto.
Construção da Introdução (técnicas)
Constatação do problema: O aumento progressivo dos índices de violência nos grandes centros urbanos está promovendo uma mobilização político-social.
Delimitação do assunto: A cidade do Rio de Janeiro, um dos núcleos urbanos mais atrativos turisticamente no Brasil, aparece nos meios de comunicação também como foco de violência urbana.
Definição do Tema: Como um dos mais problemáticos fenômenos sociais, a violência está mobilizando não só o governo brasileiro, mas também toda a população num esforço para sua erradicação.
Atenção: Estes são alguns tipos de introdução, mas as ideias principais precisam estar no primeiro parágrafo. Só precisa ficar claro que explicações e fundamentações devem ocupar os outros parágrafos.
Exemplo de ideias principais num primeiro parágrafo, observe:
A televisão – Se por um lado esse popular veículo de comunicação pode influenciar o espectador, também se constitui num excelente divulgador de informações com potencial até mesmo pedagógico. (as três ideias: manipulador de opiniões, divulgador de informações e instrumento educacional)
Construção do Desenvolvimento na dissertação
Aqui se desenvolve as ideias principais propostas na introdução;
Onde se defende o ponto de vista;
É onde está o corpo do texto;
Aqui se defende o ponto de vista acerca do tema proposto;
Não deixar de observar qualquer ideia da introdução;
Pode-se escrever de 3 a 4 parágrafos, tendo cerca de 20 linhas no total;
Abordando o tema no desenvolvimento
Trabalhe causa e consequências, prós e contra são argumentos;
Levantar os argumentos referentes ao tema;
Fazer a pergunta por quê? a cada um deles (argumentos);
Relacionar diretamente ao tema e a sociedade brasileira autal;
Você pode separar, por exemplo, causas de consequências em parágrafos distintos, como pode aglutiná-los. A mesma técnica se aplica a prós e contras;
Numa abordagem histórica, revele o passado e as consequências dele no mundo atual se sem esquecer de dizer o motivo destas transformações;
Cuidado com datas, nomes etc;
Para elucidar uma ideia e demonstrar atualização, pode-se apresentar de forma bastante objetiva e breve um exemplo relacionado ao assunto.
Construindo a Conclusão na Dissertação
Fecho final que atrai a atenção do avaliador;
Deve conter cinco linhas;
Apresente uma solução para o tema apresentado;
Jamais se inclua no texto, use a 3ª pessoa (há, porém, concursos em que o examinador exige a primeira pessoa, este não é o caso do Enem e da maioria dos vestibulares);
Evite no início do parágrafo termos como: concluindo, para finalizar, conclui-se que, enfim ... Isto é redundância no texto.
Evitar na Dissertação
Após o título, não coloque ponto;
O título é optativo no Enem, mas observe o que o examinador pede;
Evite deixar marcas no final ou em qualquer parte do texto, como riscos de qualquer natureza, que possam identificar seu texto;
Use palavras da Língua Portuguesa, evite estrangeirismos;
Não use chavões, provérbios, ditos populares ou frases feitas;
Não faça perguntas com interrogação em seu texto, prefira antes dar respostas, o examinador quer sua opinião com informações;
Jamais utilize a 1ª Pessoa do singular, a menos que haja solicitação do tema;
Evite palavra como “coisa” e “algo”, por terem sentido vago;
Não repita palavras, prefira sinônimos, pois isto empobrece o texto. Use sinônimos para cada ideia ou questão;
Seja imparcial no texto evitando adjetivos, mesmo em casos de emoção;
Evite o uso de etc. e jamais abrevie palavras no texto;
Em casos de temas polêmicos, evite analisar o fato apenas de um dos lados da questão.
Esquema Básico da Dissertação
1º parágrafo: Tema + argumento 1 + argumento 2 + argumento 3
2º paragrafo: desenvolvimento do argumento 1
3º paragrafo: desenvolvimento do argumento 2
4º paragrafo: desenvolvimento do argumento 3
5º parágrafo: expressão inicial + reafirmação do tema + observação final.
Redação dissertativa-argumentativa
nota mil no Enem do aluno
Marcus Vinícius de Oliveira
Segregação atinge surdos no Brasil
No Brasil, o início do processo de educação de surdos remonta ao Segundo Reinado. No entanto, esse ato não se configurou como inclusivo, já que se caracterizou pelo estabelecimento de um “apartheid” educacional, ou seja, uma escola exclusiva para tal público, segregando-o dos que seriam considerados “normais” pela população.
Assim, notam-se desafios ligados à formação educacional das pessoas com dificuldade auditiva, seja por estereotipação da sociedade civil, seja por passividade governamental. Portanto, haja vista que a educação é fundamental para o desenvolvimento econômico do referido público e, logo, da nação, ela deve ser efetivada aos surdos pelos agentes adequados, a partir da resolução dos entraves vinculados a ela.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à implementação desse direito, reconhecido por mecanismos legais, a discriminação enraizada em parte da sociedade, inclusive dos próprios responsáveis por essas pessoas com limitação. Isso por ser explicado segundo o sociólogo Talcott Parsons, o qual diz que a família é uma máquina que produz personalidades humanas, o que legitima a ideia de que o preconceito por parte de muitos pais dificulta o acesso à educação pelos surdos.
Tal estereótipo está associado a uma possível invalidez da pessoa com deficiência e é procrastinado, infelizmente, desde o Período Clássico grego, em que deficientes eram deixados para morrer por serem tratados como insignificantes, o que dificulta, ainda hoje, seu pleno desenvolvimento e sua autonomia.
Além do mais, ressalte-se que o Poder Público incrementou o acesso do público abordado ao sistema educacional brasileiro ao tornar a Libras uma língua secundária oficial e ao incluí-la, no mínimo, à grade curricular pública. Contudo, devido à falta de fiscalização e de políticas públicas ostensivas por parte de algumas gestões, isso não é bem efetivado.
Afinal, dados estatísticos mostram que o número de brasileiros com deficiência auditiva vem diminuindo tanto em escolas inclusivas – ou bilíngues -, como em exclusivas, a exemplo daquela criada no Segundo Reinado. Essa situação abjeta está relacionada à inexistência ou à incipiência de professores que dominem a Libras e à carência de aulas proficientes, inclusivas e proativas, o que deveria ser atenuado por meio de uma maior gerência do Estado nesse âmbito escolar.
Diante do exposto, cabe às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca dessa limitação em palestras elucidativas por meio de exemplos em obras literárias, dados estatísticos e depoimentos de pessoas envolvidas com o tema, para que a sociedade civil, em especial os pais de surdos, não seja complacente com a cultura de estereótipos e preconceitos difundidos socialmente.
Outrossim, o próprio público deficiente deve alertar a outra parte da população sobre seus direitos e suas possibilidades no Estado civil a partir da realização de dias de conscientização na urbe e da divulgação de textos proativos em páginas virtuais, como “Quebrando o Tabu”.
Por fim, ativistas políticos devem realizar mutirões no Ministério ou na Secretaria de Educação, pressionando os demiurgos indiferentes à problemática abordada, com o fito de incentivá-los a profissionalizarem adequadamente os professores – para que todos saibam, no mínimo, o básico de Libras – e a efetivarem o estudo da Língua Brasileira de Sinais, por meio da disponibilização de verbas e da criação de políticas públicas convenientes, contrariando a teórica inclusão da primeira escola de surdos brasileira.
Exercício:
Tema 1
Os países subdesenvolvidos são hoje os maiores detentores de recursos naturais e reservas ecológicas. Redija um texto Texto Dissertativo explicando como tais países poderiam usar em benefício próprio as riquezas que possuem.
Tema 2
A criminalidade vem ocupando um espaço cada vez mais amplo dentro da sociedade brasileira. O fato de os envolvidos nem sempre serem marginalizados leva a uma assertiva:
“A marginalidade no Brasil nem sempre marginaliza os envolvidos.” (Rubem Alves)
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